A Voz do Beijo


(13/04/2024) Quem não gosta de dar ou levar uma bela beijoca?

Eu sempre fui, e ainda sou, um beijoqueiro, mas olhando para a simbologia do gesto, trata-se de um toque dos lábios noutra pessoa ou objeto. Na cultura ocidental é considerado um gesto de afeição, entre amigos é utilizado como cumprimento ou despedida, já um beijo nos lábios de outra pessoa é um símbolo de afeição romântica ou de desejo sexual, sendo que neste último caso, ele pode ser também noutras partes do corpo, por último há o chamado beijo de língua, em que as pessoas que se beijam mantêm a boca aberta, enquanto trocam carícias com as línguas.

Hoje é o Dia do Beijo, uma boa altura para dar e receber um – ou mais – mas também para recordar alguns dos mais famosos de sempre, como o de Gustavo Klimt, uma pintura a óleo com adição de folhas de ouro, prata e platina do pintor e simbolista austríaco, temos o de Auguste Rodin, uma escultura em mármore do artista realista francês, inspirada nos delírios amorosos que Rodin viveu com Camille Claudel, a sua assistente.

Depois temos os beijos cinematográficos, como de E Tudo o Vento Levou (1939), entre Clark Gable e Vivien Leigh, o de pernas para o ar no Homem-Aranha (2002), com Kristen Dunst e Tobey Maguire, ou na Bela Adormecida onde a Princesa é acordada por uma beijoca do seu Príncipe Encantado.

Há beijos para todos os gostos, mas agora está na hora de receber a juventude.

“Bom dia Tio.

“Muito bom dia. Está tudo bem com vocês?”.

“Em grande, um fim de semana bom para ir à praia”, riu-se a RODINHAS.

“Cachopa, não me irrites, sabes que eu não gosto dessa forma de utilizar o meu tempo”, ralhei eu.

“Eu sei, estava a meter-me contigo”.

“Sabem que hoje é o Dia do Beijo?”.

Silêncio nas três janelas.

“Já vi que não sabiam.

“Por acaso não”, confirmaram os três.

“Vocês sabem qual é o tempo do recorde mundial do beijo mais longo?”.

“Mas há recorde para isso?”, questionou o ALÉU.

“No Guiness há para todos os gostos. Este está em 58 horas, 35 minutos e 58 segundos, Ekkachai e Laksana Tiranarat, um casal tailandês que bateu este recorde no dia de São Valentim de 2013”.

“O que eles ganharam com isso?”, perguntou o OLHA.

“Um prémio de 2.500 euros e dois anéis com diamantes”.

“Eu tenho uma dúvida”, afirmou a RODINHAS. “Como se alimentam e fazem as suas necessidades fisiológicas durante esses quase dois dias e meio?”.

“Boa questão. Relativamente às idas à casa de banho, podem ir, mas não podem parar de se oscularem, já a alimentação é feita através de uma palhinha num canto da boca, mas sem nunca parar o beijo”.

“Que horror! Como é que há pessoas que se prestam a isso!?”, escandalizou-se o ALÉU.

“O que alguns fazem para ter o seu nome no Livro dos Recordes, havendo lá muitos bem mais parvos do que este”, riu-se o OLHA.

“Beijocas dadas e recebidas, vamos lá ao nosso hóquei em patins, começando pela Liga dos Campeões, onde cada um de nós vai manter os jogos que analisámos na 1ª mão, onde fui o último, mas hoje sou o primeiro. O Benfica trazia dois golos de desvantagem de Barcelos, mas ao intervalo já estava com cinco de atraso, num justo apuramento dos minhotos para os jogos decisivos, uma equipa portuguesa que, à partida, já estava garantida”.

“Eu estive no Dragão Arena, naquela eliminatória, teoricamente, mas acessível – frente a equipas externas – para as equipas lusas, fruto dos três golos de vantagem que vieram de Lodi, inicialmente a formação italiana até conseguiu equilibrar o jogo, mas uma segunda parte demolidora do FC Porto confirmou o apuramento com uma goleada…, e vão duas equipas lusas”, finalizou a RODINHAS.

“Se o jogo no Porto era, teoricamente, o mais simples, o que o Sporting tinha no Palau Blaugrana, em Barcelona, seria o mais complicado, apesar dos três golos de avanço que traziam do João Rocha. Claro que foi um jogo muito complicado, por duas vezes o Barça esteve a um golo de empatar a eliminatória, mas uns leões cirúrgicos conseguiram reduzir o desequilíbrio para um golo, na segunda vez já quando a equipa catalã arriscava tudo nos segundos finais…, e vão três equipas portuguesas”, concluiu o OLHA.

“Depois do empate em Trissino, talvez se esperasse uma vida mais fácil da rapaziada de Oliveira de Azeméis, mas os transalpinos não quiseram ser um figurante na festa, complicando muito a vida aos pupilos de Edo Bosch, pois a oito minutos do fim a equipa italiana vencia por dois tentos de diferença, mas cinco golos sem resposta confirmaram que vamos ter quatro equipas portuguesas na final a quatro”.

“Uma maravilha!”, exclamei eu. “Então a 11 de maio, no Pavilhão Rosa Mota, na Cidade Invicta, vamos ter o Sporting – FC Porto e o OC Barcelos – Oliveirense, com a final a realizar-se no dia seguinte. Arrumado este capítulo, hoje é o ALÉU que nos vai trazer a ementa para este fim de semana”.

“Vamos lá ao Plano de Festas, vou dar um jogo a cada um, mas no fim dão uma espreitadela a esse campeonato. Então, sabendo que o AMAGADINHO trata da Primeirona, a RODINHAS fica com Benfica vs Académica da Feira, jogo da Feminona, já na Segundona a norte o OLHA vai estar atento à receção do Paredes à Juventude de Viana, enquanto que a sul o Tio vai estar no Casablanca para o grande duelo da Linha, por último eu estarei atento à Terceirona, vou comer um leitão na Mealhada e vejo o grande jogo com o Leiria e Marrazes”, conclui o ALÉU com uma grande gargalhada.

“Era uma boa ideia, por acaso já tenho saudades de um porquinho assado, mas vamos todos ver os jogos em casa”, sublinhei eu.

“Já que falas em gastronomia, o que vai ser o almoço hoje?”, perguntou a RODINHAS com um sorriso de orelha a orelha.

“Já cá faltava”, ri-me eu. “Hoje vem do Camponês, um magnífico choco frito que a Sandra, proprietária e cozinheira deste restaurante, faz de forma divinal

“Ui, tão bom, vamos ficar com água na boca”, gritaram os três. “Até terça-feira Tio”.

“Adeus juventude, até lá”, despedi-me eu.

Eles saíram velozmente da minha vista, agora é sentar-me à mesa e disfrutar deste molúsculo, muito famoso à beira Sado.

Conheci-o ainda miúdo, quase vinte anos depois, dizem as más línguas, que está cada vez melhor na baliza e no FORA DO RINQUE de hoje.

Nome Completo: Pedro Rui Lopes dos Santos

Clube atual: “Os Corujas”

Alcunha (se tiver): Não tenho

Idade: 34 anos

Local de Nascimento: Santarém

Clube estrangeiro futebol: Real Madrid

Jogador português futebol: Cristiano Ronaldo

Jogador estrangeiro futebol: Mbappé

Jogador de outra modalidade, português ou estrangeiro: LeBron James

Prato: Entrecosto Grelhado

Sobremesa: Doce de Natas

Bebida: Sangria de Frutos Vermelhos

Filme: Harry Potter

Ator: Kevin Hart

Atriz: Jennifer Aniston

Série televisiva: Lupin

Livro: Harry Potter e a Câmara dos Segredos

Cidade portuguesa: Aveiro

Cidade estrangeira: Zurique

Animais de estimação: Cão

Jogo de computador/consola: FIFA

Hobbies: Jogar padel, andar de mota, pesca

Outra modalidade desportiva, se não fosse o hóquei: Padel

Aquele momento ou jogo, de hóquei, que nunca vais esquecer: Subida à 1.ª divisão pelo Tigres, na penúltima jornada na época 2018/2019, jogo em casa, e que por acaso foi contra o HC Sintra, que tinha sido o meu anterior clube onde, apesar de só lá ter estado um ano, marcou-me bastante pela positiva.

(15/04/2024) Depois de há uma semana ele ter chegado estranhamente calmo, facto que associei ao frio que ele podia ter apanhado nas férias na neve, estou na expetativa de perceber como vai ser hoje.

“Boa noite Tio”.

“Boa noite AMAGADINHO. Já estás mais contente com o regresso às aulas?”, brinquei eu.

“Sim, tem que ser, pois se não estudar não passo da cepa torta”.

“Bem visto, já percebi que estás no bom caminho”.

Não há dúvida que ele está diferente.

“Vamos lá olhar para a jornada desta semana”.

“Estamos a três jornadas do fim, nesta ronda não houve surpresas, mas tivemos duas equipas que ficaram a zero no marcador, o que já não acontecia há bastante tempo. Sabes em que jornada isso aconteceu pela última vez?”.

“Já foi há bastante tempo…, esta foi a 23ª, talvez na décima-quarta”.

“Foi antes, aconteceu na 12ª jornada quando o Carvalhos não marcou. Continua a luta pelos dois lugares em aberto para o play-off, seis formações ainda têm hipóteses matemáticas, mas para já a certeza de que o Valongo garantiu a permanência na 1ª divisão”.

“Para quem vai a ALMOFADA desta semana?”.

“Desta vez ela vai viajar até Alenquer, para a posse do guarda-redes João Seixas que sofreu um golo na derrota frente à Física. Vou já avançar para a minha meia-dúzia classificativa, onde o Carvalhos está no 1º lugar (6 pontos) desde a jornada inaugural, segue-se na 2ª posição o Turquel (20), depois Famalicense e HC Braga (27), 5º lugar para o Murches (29) e na 6ª posição o Riba d’Ave (30). Tio, por hoje é tudo, até para a semana”.

“Adeus AMAGADINHO, até segunda”.

Uma coisa é certa, o miúdo está bem mais calmo. 

(16/04/2024) Estava a fazer a minha habitual busca semanal, à procura de algo sobre este dia, quando descobri que hoje é o Dia Mundial da Voz, celebração que tem por objetivo alertar para a importância da voz e dos cuidados necessários para a preservar, data comemorada pela primeira vez em 2003.

De repente lembrei-me de um programa da RTP, A Vez e a Voz, mas para explicar o motivo desta memória, tenho que recuar ao início da década de oitenta do século passado.

Depois de ter terminado, em ano de estreia o 12º ano de escolaridade, depois de ter dado um chuto no Ano Propedêutico, algures em 1978, era altura de me candidatar ao ensino superior, sendo que por força de ser filho único – podia perder-me no comboio até Vila Franca de Xira – sempre estudei em Alverca, onde quem de lá saia com o antigo 7º ano finalizado ou era engenheiro ou mecânico, pois eram estas as opções disponíveis.

Concorri para Engenharia Civil no regime noturno, entrei no Instituto Superior de Engenharia Civil (ISEL), penso que em 1982 ou 1983, e lá fui todo contente até perceber que no 1º semestre tinha cinco cadeiras de… matemática, ou seja, Cálculo Integral e Diferencial, Equações e Séries, Análise Vectorial, Álgebra Linear e uma outra que já nem me lembro como se chamava.

Por esta altura, estão vocês a perguntar, o que isto tem a ver com a voz?

Calma amigos, já lá chego.

Apesar de aquele curso não ter nada a ver com a minha cara, por lá andei sensivelmente dois anos, em conjunto com o trabalho e uns pontapés na bola, principalmente porque tinha uma turma de perto de 30 alunos, compreensivelmente bem diversificada, mas onde eu me integrei muito bem.

Ora nesse grupo estava o Zé – nome fictício, porque já não me recordo do seu verdadeiro – que fazia uns biscates para a RTP, que nessa altura era de arrumador no Cinema Europa, em Campo de Ourique, onde às quintas-feiras era gravado A Vez e a Voz.

O Zé arranjava-nos lugares para assistirmos à gravação, íamos de autocarro até ao antigo cinema, foi assim que vi o Pedro Barroso, Carlos do Carmo, Paco Bandeira, Simone de Oliveira, Sérgio Godinho, e eventualmente outros de que já não me recordo, sendo que às quintas-feiras, quando se realizava a gravação de um novo programa, havia uma balda coletiva às aulas no ISEL.

“Boa noite Tio”.

“Olá juventude, apanharam-me de novo em pensamentos antigos”.

“Então e o que recordavas desta vez?”, questionou a RODINHAS.

“Estava para aí em 1983/84, quando andava no ISEL, mas tudo por causa do Dia Mundial da Voz que se celebra hoje”.

“Ouvi esta manhã que hoje era o dia em que temos que dar uma atenção especial à nossa voz”, confirmou o OLHA.

“Também ouvi e até fixei alguns cuidados que temos que ter com ela, como por exemplo fazer uma alimentação equilibrada, rica em fibras e proteínas, beber bastante água, praticar exercício físico, não fumar e dormir bem”, referiu o ALÉU.

“Cumpro quase tudo, só o tabaco é que é pior, mas olhem que também não se deve gritar em excesso”, riu-se a RODINHAS.

“Podias dispensar os cigarros”, adverti-a eu.

“Tio, estou a tentar, mas não é fácil”.

“Bem, depois dos bons conselhos deixados, vamos pegar no stique e na bola. Quem quer começar esta noite?”.

“Posso ser eu”, avançou o OLHA. “Estive em Paredes onde a malta da Princesa do Lima teve que penar para vencer, apesar de nunca ter estado em desvantagem, conseguindo os três pontos pela diferença mínima, mantendo o 2º lugar, numa partida frente a uma equipa que está na luta pela manutenção e que tudo fez para pontuar, enquanto que o líder Sanjoanense só joga esta noite e tem quatro pontos de avanço sobre a Juventude de Viana, já a Escola Livre vai descer à Terceirona”.

“Já que estamos em maré de Segundona, avanço eu que estive na Casablanca, jogo importante na luta, para já, por um lugar na liguilha, entrada forte do Parede com dois golos em dois minutos, reduziu o Paço de Arcos, mas a rapaziada de Kiko Mascarenhas conseguiu controlar a vantagem, marcando o único golo da segunda metade, ficando a um ponto do 2º lugar que atualmente pertence à formação orientada pelo Peca Peca. A três jornadas do fim o Candelária tem a Primeirona cada vez mais perto, fruto dos cinco pontos de avanço, enquanto que no polo oposto o Grândola está quase despromovido. Quem se segue?”.

“Agora sou eu que fui até ao Pavilhão da Luz, onde o líder da Feminona recebia as miúdas da Feira, na primeira metade não houve golos, marcaram as encarnadas, por duas vezes, reduziu a Académica, equilíbrio no resultado até aos dois minutos finais, altura em que o Benfica fez três golos, continuando na frente da classificação com mais três pontos que o Turquel e mais um jogo”, finalizou a RODINHAS.

“Só falto eu”, afirmou o ALÉU. “Assisti a um belo jogo na Mealhada, mesmo sem leitão, grande equilíbrio na primeira parte, com um golo para cada lado, no início da segunda metade a malta da casa marcou por duas vezes, parecia bem encaminhada, mas três golos consecutivos do Marrazes deram-lhe a vitória, ficando com 4 pontos de vantagem para o 3º classificado, Vila Boa do Bispo, que foi derrotado na casa do líder OH Sports, que por sua vez também tem quatro pontos de avanço para o 2º lugar e com um jogo em atraso. Relativamente às outras séries da Terceirona, na A o Limianos, o Alcobacense na C e o Marítimo de Ponta Delgada na D continuam na frente da classificação”, finalizou ele.

“Muito bem, por esta semana a agenda está fechada, um abraço para vocês e até sábado”.

“Adeus Tio”, despediram-se eles, enquanto desapareciam do meu monitor.

Nasceu em Valdagno, no Dia das Mentiras de há 26 anos, esta temporada estreia-se a jogar fora do seu país, no domingo fez um poker no Pavilhão da Luz, decisivo para a vitória do Benfica.

O VELHO desta semana vai para a internacional italiana Elena Tamiozzo.

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