França

Espanha

Árbitros

Árbitros
Principal Joaquim Pinto Miguel Guilherme
Mesa Daniel Loewe Rui Torres

Pavilhão

Pavilhão Multiusos de Paredes

VERGONHA...!


Não me ocorre outra palavra… VERGONHA! A modalidade hoje foi violentada. Tratada desta forma, não sei se todo o esforço que milhares de pessoas pela Europa fora desenvolvem para elevar o Hóquei em Patins a modalidade de eleição fica deitado por terra, arrastado pela lama da vergonha… E não nos estamos a referir ao facto (já de si lamentável) de 2 equipas jogarem para um resultado porque é compreensível, qualquer equipa o faria… Foi uma falha de regulamento que ninguém previu porque quem faz os regulamentos jamais pensaria que jogadores se pudessem denegrir de forma tão evidente. Aquilo que me deixa tristíssimo (e milhares de amantes da modalidades, portugueses mas não só) é o triste espetáculo de um jogador do mais alto nível rematar para a baliza da distância de 7 metros e 40 centímetros e a bola sair disparada para mais de 3 metros ao lado da baliza, quase atingindo o árbitro, colocado a 4 metros e 50 centímetros da baliza… Inaceitável, errado e incompreensível… Marc Grau falhou o remate? Ou nunca teve a intenção de acertar na baliza? Não sei, ninguém sabe, só mesmo Marc Grau. Seria o 3º golo da Espanha que colocaria (naquele momento) a França no jogo do 3º e 4º lugar e a equipa portuguesa na Final. Marc Grau, voluntariamente ou não, deu o seu contributo para que a Espanha não encontrasse Portugal no jogo da Final. Explicando: se o resultado do jogo fosse vitória da França ou empate, a Espanha estaria fora da Final. Se a Espanha vencesse por mais de 2 golos de diferença, seria a França a ser eliminada. Se a vitória da Espanha se situasse nos 2 ou 1 golo de diferença, então o jogo da Final seria jogado pelos mesmo intervenientes deste jogo! Questiono, e quem pergunta não ofende: teve a Espanha intenção de não encontrar Portugal na Final ou, no mínimo, preferiu disputá-la com os franceses? Mas a dúvida não ficou por aqui: Carlo Di Benedetto ficou incrédulo com a forma como Carles Grau não conseguiu defender a sua baliza, reagindo demasiadamente lento ao livre direto (resultante do cartão Azul a Marc Grau que punia a intenção de não atirar à baliza no lance mencionado atrás) para conseguir impedir o golo francês, lentidão que não se coaduna com um guarda-redes de alto nível, pertencente a uma das equipas melhores do mundo e que, aliás, está patente nas fotos publicadas abaixo, nas quais se encontra sempre sentado na pista. Não sei o que se passou, só os intervenientes o podem explicar. Só sei que por duas vezes a equipa de arbitragem teve de punir os capitães de ambas as equipas por anti-jogo… sintomático! Resta-me terminar desejando que nunca mais aconteça uma situação destas (se foi intencional, obviamente, porque eu não o posso afirmar categoricamente) e pedir ainda ao órgão que gere o Hóquei em Patins europeu que procure a melhor solução regulamentar de forma a que situações destas sejam progressivamente mais difíceis de acontecer.

Jogo Completo
Resumos