Banheira na Taça da Independência


(2/12/2023) Ora cá estamos no meu mês preferido, ou não fosse eu um filho de dezembro.

Este é também o mês do Natal, com o hóquei a fazer uma pausa nas competições para que todos possam, em família, festejar esta data tão querida dos portugueses, mas até lá ainda vamos ter três Crónicas antes de desembrulharmos as prendas e olharmos o 2024, olhos nos olhos.

Depois de dois dias em que a chuva caiu com força, hoje o sol voltou, animando a minha busca por um assunto para este sábado.

Não encontrei nada, mas quando chegou a hora do meu encontro com eles, fez-se luz na minha mente.

“Bom dia Tio”.

“Bom dia juventude, tudo bem com vocês?”.

“Claro que sim, ainda por cima com um feriado à sexta-feira”, riu-se o ALÉU.

“E para a semana temos outro!”, exclamou a RODINHAS.

“Calma, calma, vamos devagar”, referi eu. “Claro que vocês sabem porque foi feriado ontem”.

Estranhamente, do lado de lá, só silêncio, com os três entreolhando-se, na expetativa de um deles avançar com uma explicação para o dia de descanso extra.

“Não sabem?”, perguntei eu.

“Tio, isso da história de Portugal nunca foi o meu forte”, brincou o OLHA. “Além disso já foi há muito tempo”, sublinhou ele com uma enorme gargalhada.

“Eu acho que foi quando nos livrámos dos espanhóis”, arriscou o ALÉU.

“Sei que é o dia da Restauração da Independência, mas já não me recordo muito bem do motivo”, referiu a RODINHAS.

“Eu cá só me lembro que mandaram alguém por uma janela”, gozou o OLHA.

“Já percebi que a história não era o vosso forte. Vou tentar fazer aqui um pequeno resumo do que aconteceu”.

“Já percebemos que o Tio está muito forte nesta área. A semana passada foi sobre o 25 de novembro, agora vamos lá ao 1º de dezembro”, brincou o ALÉU.

“Não sejas malandro, não sei tudo de memória, mas para isso é que servem os livros e a internet. Tudo começou com a morte de D. Sebastião na batalha de Alcácer-Quibir, criando um problema de sucessão em Portugal”.

“Esse era o rei do nevoeiro”, exclamou o OLHA.

“Exatamente, pois, segundo a lenda, o corpo dele nunca apareceu, dizendo-se que ele apareceria num dia de nevoeiro. Após a sua morte, D. Henrique, seu Tio-Avó e último descendente direto da dinastia de Avis, ainda tentou governar, mas a partir de 1580 o nosso País foi regido por três reis D. Filipe de Espanha, conhecida como a dinastia filipina, a 3ª da nossa monarquia”.

“Então quer dizer que há 383 anos tivemos molhada da grossa”, afirmou o ALÉU com um sorriso de vitória.

“Foi isso mesmo. Quarenta nobres portugueses, que ficaram conhecidos pelos Conjurados, invadiram o Paço Real e mataram Miguel Vasconcelos, representante dos espanhóis em Lisboa, aclamando D. João, duque de Bragança, como rei de Portugal, terminando com sessenta anos de domínio castelhano”.

“Esse Vasconcelos foi o tal que atiraram pela janela?”, perguntou o OLHA.

“Estás teimoso com isso”, ri-me eu. “Segundo consta terá sido isso que aconteceu, para mostrar à população que a restauração da independência estava concretizada. Mas os confrontos entre Portugal e Espanha ainda duraram 28 anos, só terminando em 1668 com o Tratado de Lisboa assinado por Afonso VI de Portugal e Carlos II de Espanha, ficando definitivamente reconhecida a independência do reino português”.

“A história é uma coisa muito complicada”, brincou a RODINHAS.

“Este assunto está arrumado. Agora, antes de irmos à nossa agenda desta semana e de vocês me perguntarem o que é o almoço, quem quer falar da Liga dos Campeões que começou anteontem?”.

“Já sabíamos que nos ias pedir isso, pelo que elegemos o OLHA para falar da 1ª jornada”, explicou o ALÉU.

“Exatamente, depois de um sorteio onde só estava o meu nome, vamos lá a isto”, brincou ele. “Última fase de grupos da prova, quatro com o mesmo número de equipas, onde entre as dezasseis presentes estão sete portuguesas, sendo que as duas primeiras são apuradas para a final a oito”.

“E podem lá estar as nossas todas?”, afirmei eu.

“Verdade. Esta primeira ronda foi boa para as equipas portuguesas, apenas uma derrota, inevitável, porque se defrontaram duas equipas lusas, cinco vitórias e um empate fora de portas, foi um excelente pecúlio para esse objetivo que o Tio referiu”.

“Seria bem interessante, uma espécie de minicampeonato nacional na Europa. Bem, esta semana vamos dedicar-nos à Taça de Portugal e aos seus 32 avos de final, que já ontem teve o primeiro jogo no Pavilhão de Galegos, onde os oeirenses levaram a melhor no prolongamento.  Proponho que cada um de vocês escolha dois jogos para analisar, enquanto que eu farei um resumo desta eliminatória”.

“Tudo bem Tio”, concordaram os três.

“Em relação ao almoço de hoje, fiquem a saber que chega, novamente, do Camponês, um ótimo coelho à caçador, onde a Sandra e o Abílio nos privilegiam com uma cabeça para cada um”.

“Não consigo comer essa parte do coelho”, agoniou-se a RODINHAS.

“Eu também gosto muito de chupar todos os ossinhos da cabeça do bicho”, explicou o OLHA.

“É isso mesmo, quando cá vierem vou arranjar umas para vos explicar como se come a carola do coelho. Até terça-feira juventude”.

“Adeus Tio”, despediram-se eles com um desaparecimento súbito do monitor.

Está quase na hora do almoço, uma bela refeição acompanhada com um excelente pão frito.

Hoje no FORA DO BANCO está um treinador com quem convivi durante alguns meses no Casablanca, sendo que depois de acompanhar muitos dos seus treinos, nunca mais me esqueci do seu “Sigaaaa!”.

Nome Completo: Pedro Miguel da Silva Nunes

Clube atual: UD Vilafranquense

Idade: 55 anos

Local de Nascimento: Campo Grande – Lisboa

Prato preferido: Iscas à Portuguesa (bem confecionadas, claro!). Sou um chato do caraças para os restaurantes. Quem me conhece, sabe. Se não gosto… reclamo! ?

Melhor cidade para viver: Não é cidade. É Vila. Ericeira. Se tiver que escolher uma cidade, escolho a minha de sempre. A Amadora

Livro que está na mesa de cabeceira: “O Retrato da Mãe de Hitler” – Domingos Amaral

O filme que já viu mais do que uma vez: (Tantos!). Escolho “Era uma vez na América” – Sergio Leone

Jogou hóquei em patins? Se sim, em que clube(es): AA Amadora e Santos F. C. Venda Nova – Amadora

Como/quando chegou a opção de ser treinador: Em 1990. Tinha deixado de jogar HP e fui desafiado / convidado por um diretor, Adelino Costa do Santos FC Venda Nova, para treinar uma equipa de Infantis. Fui experimentar…e deu nisto. ? O HP é uma Paixão eterna

Clubes/seleções que já treinou: Santos FC Venda Nova, HC Sintra, Porto Santo SAD, Candelária Sport Clube, Paço de Arcos, Dramático de Cascais, Paço de Arcos (novamente), SL Benfica e atualmente, UD Vilafranquense e Seleção Nacional de Moçambique

Mais fácil treinar equipas da formação ou seniores: Seniores, sem dúvida

Quanto tempo demora a preparar o próximo jogo da sua equipa: Em média 2 horas, mas depende. E há que contabilizar o tempo dedicado em cada Unidade de Treino. Não basta fazer o scout. Na minha opinião, há que fazer o transfer para a pista. Não chega ‘dizer o que fazer’. Muito importante, daí o transfer, exemplificar / simular ‘o QUE fazer e, o mais importante, COMO fazer’

Se pudesse, que regra alteraria no hóquei em patins: No global as regras estão bem feitas. São boas. O mal é a forma como as interpretam. Esse é o grande ‘mal das regras’. Para ser polémico, e ao contrário da maioria, eliminava ou, no mínimo, aumentava o tempo de ataque. Retira a beleza na sua essência do HP. O ataque, quando bem estruturado, é de uma beleza extraordinária. Mais não digo ?

Maior tristeza como treinador: Época 2016/2017. SCP-SLB em Alverca. Resultado final 5-5. Última jornada. Uma vitória do SLB valia o 3º título consecutivo. O resto, toda gente sabe ?

E, claro, a maior alegria: Todos os títulos! Mas obviamente, ganhar a Liga Europeia pelo SL Benfica. Que dia! ?

Para terminar, o que mais o irrita durante um jogo: Ui! Tanta coisa! ? Primeiro olho sempre para a minha equipa. Falta de atitude competitiva, a displicência, falta de concentração tática, simulação de faltas (os enganadores estão na moda!) são alguns aspetos que me tiram do sério, confesso. E claro, algumas decisões arbitrais. ? Sou muito chato para os árbitros, reconheço ?

(4/12/2023) Apesar desta semana o campeonato nacional ter estado parado, o AMAGADINHO enviou-me uma mensagem a dizer que nos reuníamos como habitualmente.

Acedi, mas fiquei a questionar-me o que vinha por aí.

Pelo sim, pelo não, preparei-me para um questionário difícil.

Ele chegou à hora combinada, com um sorriso nos olhos.

“Boa noite Tio”.

“Boa noite miúdo. Numa semana em que tivemos Liga dos Campeões e Taça de Portugal, de que vamos falar?”.

“Vamos fazer um pequeno balanço das dez jornadas realizadas, para o qual eu elaborei um questionário para o Tio responder”.

Eu sabia que a reunião era para me massacrar.

“São dez perguntas de resposta rápida, sobre estes quase 40% da fase regular cumprida”.

“Vamos a isto. Pergunta 1: Quantos vezes a bola entrou na baliza nos dois jogos com mais golos?”.

“Bolas, logo uma difícil… treze!”.

“0-1, certo, no Famalicense – Turquel e Riba d’Ave – Carvalhos. Pergunta 2: Quem é o melhor marcador?”.

“O meu amigo Gonçalo Alves”.

“Tio, esta era fácil, 0-2. Pergunta 3: São duas as equipas com o melhor ataque. Quantos golos marcaram?”.

“Dez jogos… cinco em média… 50!”.

“Quase… 51 de Porto e Barcelos, 1-2. Pergunta 4: Qual a equipa com o pior ataque?”.

“Pensando na tua meia-dúzia, Carvalhos”.

“Mais uma fácil, 1-3. Pergunta 5: Quantos jogos tiveram o menor número de golos?”.

“Acho que 2, dois empates a um golo”.

“Muito perto Tio. Empates a um golo, certo, mas foram três, 2-3. Já que estamos a falar em empates, pergunta 6: quantos já aconteceram até agora?”.

“Fogo, muito difícil, digo onze!”.

“Foram menos, oito, estamos 3-3. Pergunta 7: Qual a equipa com menor diferença positiva entre golos marcados e sofridos?”.

“Vou apostar no Barcelos”.

“Aposta certeira, 3-4. Pergunta 8: Qual a equipa com melhor percentagem de bolas paradas concretizadas?”.

“Ui, outra complicada. Vou apostar no Sporting”.

“Errado, foi o FC Porto com 54%, estamos 4-4. Vamos à pergunta 9: Em quantos jogos uma equipa não marcou golos?”.

“Estou com fé… nove!”.

“Que sorte, foi mesmo, o Tio a vencer 4-5”.

“Agora quero uma pergunta fácil”, ri-me eu.

“Vamos ver se é: Pergunta 10: Qual a formação que fez mais faltas de equipa?”.

“Muito difícil, só para me tramares!”.

“Tio, preparei as perguntas antes de falarmos”.

“Eu sei, estava a brincar contigo. Vou arriscar no Riba d’Ave”.

“Estava a ver que não empatávamos, um excelente 5-5. Vamos ter que repetir numa nova paragem do campeonato”.

“Combinado, para desempatarmos este excitante duelo, mas diz-me lá quem foi a mais faltosa?”.

“O Famalicense (129), sendo que tenho um dado curioso, o lanterna vermelha da classificação deles, o Carvalhos, é a equipa que tem menos faltas (65)”.

“Ok, até para a semana AMAGADINHO”.

“Abraço Tio, até segunda-feira”.

Um caso de estudo, o último classificado ser a equipa menos faltosa.

(5/12/2023) Não me recordo se já o referi aqui – se sim, desculpem, tem a ver com a idade – mas antes de falar com a minha equipa de jovens, vou sempre verificar o que mais de significativo se comemora nesses dias.

Na sequência desta pesquisa, já descobri uma coisa. Há um Dia de tudo e umas botas nos 365 dias do ano, que em 2024 serão 366. Por exemplo, nesta terça-feira celebra-se o Dia do Voluntariado, data importante para destacar o trabalho de milhões e milhões de pessoas por todo o Mundo, como aconteceu nos primeiros três dias de dezembro em Portugal, uma campanha do Banco Alimentar Contra a Fome, que contou com a ajuda de 40 mil voluntários.

Também hoje se festeja o Dia Mundial do Solo, como reconhecimento da importância do mesmo para a humanidade, uma oportunidade para refletir e consciencializar a população em geral para a relevância deste recurso natural.

Mas aquele a que achei mais piada, vou guardar para início da conversa com eles.

“Boa noite Tio”.

“Boa noite juventude. Tudo em grande forma?”.

“Sempre!”, gritaram os três.

“Algum de vocês sabe que dia se comemora hoje?”.

Silêncio do lado de lá do monitor.

“Bem, hoje celebra-se a importância do solo, não confundir com o sol, do voluntariado…”.

“… já fizemos várias vezes”, interrompeu-me a RODINHAS. “Nos escuteiros fizemos por várias vezes recolha de alimentos, como aliás aconteceu esta fim de semana”.

“Exatamente, pois vocês fizeram parte do mesmo Agrupamento de escuteiros. Mas hoje também se assinala o Dia da Banheira”.

A minha afirmação foi abafada por uma enorme gargalhada dos três.

“Estão-se a rir, mas é verdade. A ideia é desfrutar de banhos de hidromassagem ou encher a banheira de água quente e fazer bolhas na água e espuma, libertando a criança que há dentro de cada um, oportunidade para parar por um bocado e simplesmente desfrutar de um tempo de qualidade na banheira”.

“O Tio está um brincalhão, mas há um pequeno problema”, afirmou o OLHA.

“Já sei o que ele vai dizer, já quase ninguém tem uma banheira em casa”, adiantou o ALÉU.

“Verdade, agora que dizes isso lembrei-me que também não tenho”, sorri eu. “Mas recordo-vos que na Roma antiga, os banhos eram encarados como um acontecimento social, organizando-se regularmente encontros que permitiam às pessoas conhecerem-se e estabelecer negócios e relações”.

Eles riram-se imenso e afirmaram em coro.

“Tio, isso foi há bué!”.

“Também é verdade! Deixemo-nos de paródia e vamos ao hóquei. Como hoje a Taça é rainha, fui pesquisar sobre esta prova. Alguém sabe em que ano se realizou a primeira edição?”.

“Não faço ideia, mas vou dizer… 1959”, arriscou o OLHA.

“Esse foi ano em que eu nasci, mas não erraste por muito, foi quatro anos depois, mas as duas primeiras edições foram designadas de Taça de Portugal, apesar de terem sido a principal competição por cá. Depois entre 1965 a 1974 não tivemos Taça, regressando ao calendário na época de 1975/76, só não se realizando em 2020/21 e 2021/22 por causa da pandemia do Covid”.

“Quer dizer…, deixa-me fazer as contas, esta é a 49ª edição”, afirmou a RODINHAS.

“Boa em matemática a miúda”, brincou o ALÉU.

“E contas bem feitas”, confirmei eu.

“Então no próximo ano temos o cinquentenário da prova!”, afirmou o OLHA.

“Nem mais! Vou armar-me em AMAGADINHO e lançar-vos duas perguntas: Qual a equipa que venceu mais vezes e quantos vezes levantou a taça essa equipa?”

“Eu vou apostar no FC Porto e 17 vitórias”, arriscou a RODINHAS.

“Benfica e 15 vezes”, disse o OLHA.

“Eu vou escolher o Sporting, para não ser igual, e 18 conquistas”, explicou o ALÉU.

“Para quem não fazia ideia, não foi mau de todo. Foram os azuis-e-brancos que venceram mais vezes, conseguindo dezoito Taças de Portugal. Ninguém acertou nos dois, mas a RODINHAS e o ALÉU tiveram pontaria a 50%. Antes de irmos aos nossos jogos de hoje, só acrescentar que o Benfica está no segundo lugar (15 vitórias), seguido do OC Barcelos, Oliveirense e Sporting (4)”.

“Só quatro vitórias dos leões?”, exclamou o ALÉU.

“O Sporting esteve vários anos sem hóquei sénior, o que contribuiu para esta realidade matemática. Quem começa com os jogos hoje?”.

“Como o Tio nos deu liberdade para escolher os nossos jogos, optámos por três disputados no sábado e três no domingo, que vamos abordar em estilo pingue-pongue”, explicou o ALÉU. “Eu estive em Gulpilhares, jogo intenso, a malta da casa, da Terceirona, empolgada conseguiu três golos de vantagem, já a meio da segunda metade, altura em que os alenquerenses despertaram, conseguindo o apuramento nos 120 segundos finais”.

“Eu rumei mais a norte, território minhoto do Valença, onde tivemos uma história idêntica à anterior, os valencianos a conseguirem dois golos de avanço sobre a formação da Primeirona, já a segunda parte levava dez minutos, mas a formação de Murches puxou dos galões, conseguido chegar aos dezasseis avos de final, também muito perto do fim da partida”, terminou a RODINHAS.

“Como eu gosto muito de voar, a mim calhou-me dar um salto até Ponta Delgada onde a única equipa das três divisões que só tem vitórias, o Marítimo – da Terceirona – recebia a Juventude de Viana da Segundona. Na primeira parte o equilíbrio foi a tónica do jogo, mas com o objetivo de manter o registo imaculado, os micaelenses foram mais fortes nos últimos vinte e cinco minutos e afastaram a formação da Princesa do Lima”, concluiu o OLHA.

“Um sábado bem interessante, onde tivemos três jogos resolvidos nas grandes penalidades, em Viana do Castelo, Fânzeres e Caldas das Taipas, apenas um no prolongamento, em Santiago do Cacém, com um destaque para o Marítimo açoriano, já aqui devidamente sublinhado, mas realce também para o Tojal que eliminou a Física da Segundona, equipa do concelho de Loures que, à semelhança do tomba-gigantes da ilha de São Miguel, também ainda não perdeu esta época, registando três empates. Realce também para Os Limianos, Alcobacense e ED Viana, mais três equipas da Terceirona que deixaram pelo caminho formações do escalão acima. No domingo tivemos muito menos jogos. Quem começa?”.

“Posso ser eu que estive no Casablanca”, avançou a RODINHAS. “A malta da linha entrou melhor no jogo, mas os minhotos não foram na conversa e acabaram por vencer com naturalidade”.

“Eu estive em Boliqueime, onde se deslocou o lanterna vermelha da Primeirona, que não deu hipóteses aos algarvios, conquistando a primeira vitória da época”, terminou o OLHA.

“A mim calhou-me uma deslocação a São João da Madeira, uma partida onde os valonguenses marcaram dois golos na primeira metade, com resposta igual dos sanjoanenses na segunda parte, acharam piada e repetiram a brincadeira no prolongamento, mas só com mais um golo para cada lado, empurrando a partida para as grandes penalidades que causaram a queda da única equipa da Primeirona nesta eliminatória”, finalizou o ALÉU.

“E já me poupaste trabalho, pois essa vitória da Sanjoanense foi o grande destaque desse dia e desta eliminatória. Uma semana cheia de Taça fechada, sábado voltamos a falar. Grande abraço”.

“Adeus Tio”, despediram-se eles, saindo rapidamente da minha vista.

Portátil fechado, muito frio e chuva lá fora, uma excelente altura para ir dormir.

Em Câmara de Lobos, na Madeira, tivemos a SACADA desta semana com vinte golos, com destaque para Pedro Castro (11) e Tiago Abreu (8), os dois guarda-redes do Estreito, a única equipa presente nesta eliminatória da Taça de Portugal com inscrição livre, ou seja, que não participa em nenhum dos três escalões nacionais.

Entre as muitas hipóteses de escolha para esta semana, optei por um jogador da Sanjoanense, a única equipa que conseguiu despedir da Taça uma formação da Primeirona.

Durante o tempo regulamentar, já na segunda metade, defendeu um livre direto, sendo que no desempate por grandes penalidades levou a melhor por duas vezes frente aos remates dos jogadores do Valongo. Guilherme Pedruco fica com O VELHO desta semana.

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