Aveiro à segunda


Depois de uma semana sem sair de casa, mas com a possibilidade de ter o céu sempre por perto, sentia-me bem no regresso à nossa sala.

Comecei a ouvir um burburinho, sinónimo de que eles estavam a chegar.

“Bom dia Tio”, gritaram os três.

“Bom dia juventude”, respondi eu.

“De máscara?”, constatou o ALÉU.

“Sim, apesar de esgotado o tempo de isolamento, mais vale prevenir do que remediar. Digamos que é uma proteção que serve para os dois lados. Vamos lá então olhar para o Inter-Regiões feminino. Antes de vocês começarem, deixem-me dizer que foi uma prova bem interessante, com a esmagadora maioria dos jogos muito equilibrados, no que me pareceu ser um nivelamento por cima em relação a 2020, na 1ª edição no Luso. Bem, mas agora é a vossa vez e já sei que vamos ter análises muito interessantes”, afirmei eu com um enorme sorriso.

“Claro que sim, Tio. Como já tínhamos avançado ontem, vamos manter a tática que usámos para o rescaldo de Bragança”, começou o OLHA. “Eu estive atento à parte meramente desportiva da prova. A seleção de Aveiro utilizou uma espécie de tática de eliminação. Começou por vencer o Porto na sexta-feira, no sábado de manhã bateu Lisboa, por coincidência pelo mesmo resultado, deixando o seu selecionador a pensar: ‘Se no Luso ficámos em terceiro atrás destas duas favoritas, parece que o mais difícil pode estar feito’. Pensou e pensou muito bem, pois o resultado foi uma festa antecipada no domingo de manhã. Os três primeiros repetiram o pódio de 2020, com Lisboa a renovar o segundo lugar, enquanto que Porto trocou com Aveiro em relação à 1ª edição”.

“Excelente resumo. Se me recordo, o ALÉU vai olhar para os números”.

“Claro, matemática é comigo. Nesta prova de sub-17 só tínhamos 59 jogadoras, pois a seleção de Leiria só tinha nove atletas, reforçada com quatro minhotas. Neste grupo de jogadoras a Joana Pascoal (13 anos) foi a caçula e a Francisca Mendes (17 anos) a cota da prova. A seleção de Leiria foi a mais jovem (14,70) e aquela que teve mais equipas (7) representadas, já no polo oposto Coimbra foi a mais velha (15,98) e com apenas duas equipas presentes – com destaque para os Amigos da Freguesia de Arazede – sendo que a seleção vencedora tinha a 4ª média mais alta com atletas de cinco formações”.

“Muito bem. Vamos lá ouvir a RODINHAS, que já sei que andou de volta dos nomes próprios das meninas”.

“Pois foi. Neste grupo de jogadoras tivemos 37 nomes diferentes, sendo que Inês (7), Ana (6) e Matilde (4) completaram o pódio. Tivemos três Marianas, duas na mesma seleção e uma festejou os 16 anos durante a prova, seis jogadoras viram o seu nome repetido e 27 tiveram o privilégio de serem as únicas com aquele nome próprio. Destas, e para terminar, deixem-me destacar a Luana, Alícia, Bianca e Cárin por serem pouco vulgares por cá”.

“Encerrado o Inter-Regiões feminino, vamos dedicar-nos aos jogos de hoje, cada um escolhendo o seu. Até logo”, terminei eu.

“Até logo Tio”, gritaram os três.

Já tinha saudades de os ver a correr porta fora.

No GPS de hoje vamos até ao concelho de Alenquer.

Por lá vamos conhecer a Associação Desportiva do Carregado, coletividade fundada em 1950, distando menos de uma hora de Lisboa.

A freguesia pertence à União das Freguesias de Carregado e Cadafais que nos últimos dez anos cresceu 8,8%, registando no final de 2021 pouco mais de 14600 habitantes.

Chega a altura de saber onde almoçar, podendo optar pelo restaurante Vilabrasa, paredes meias com o campo de futebol do clube.

Vamos lá despachar o PALPITE DO TIO de ontem que não andou muito longe da realidade. O Benfica venceu (2-7) em Turquel, marcando mais dois do que a minha previsão, enquanto que em relação aos marcadores, só o Simão Seara não marcou. Não foi mau!

O próximo PALPITE DO TIO vai até à próxima quarta-feira, fecho do Nacional da 2ª divisão – para estas duas equipas – onde vamos ter um duelo insular entre Marítimo vs Candelária, com os açorianos ainda dentro das contas do play-off. Acho que os pupilos de Pedro Afonso vão vencer (2-4), com os golos a serem obtidos por Bruno Botelho, Tomás Gaillez, António Estrela e João Silva.

Ainda com o corpo em recuperação, cheguei cedo à nossa mesa de trabalho.

Hoje é o Dia Internacional da Família, sendo que nesta modalidade – e não só nesta – criar um ambiente familiar, um verdadeiro espírito de equipa, transforma equipas com menos qualidade individual em verdadeiras máquinas de ganhar, um pouco aquele que procurámos construir nesta sala, nestas Crónicas.

Pouco tempo depois senti que eles estavam a chegar, pois ao longe ouvia uma cantoria.

“Boa noite Tio”, saudaram os três.

“Boa noite juventude. Que música era essa que vinha a trautear?”.

“Stefania, a canção da Ucrânia que venceu o Eurofestival da Canção. Não me sai do ouvido”, explicou a RODINHAS enquanto que cantarolava “Stefania, Stefania …”.

“Cantas bem, sim”, interrompi eu. “Vamos lá ao nosso trabalho de hoje”.

“Tio, posso fazer uma correção ao que escrevi ontem?”, pediu o OLHA.

“Claro que sim, diz, lá”.

“Falei aqui na equipa da Simone e do Luís, do Bar do pavilhão do Sesimbra, mas esqueci-me do nome das restantes colaboradoras, que eram a Susana, Carla e Marta. Está feita a justiça”.

“Bonito. Completada a informação de ontem, vamos lá aos jogos que escolhemos para hoje. A RODINHAS esteve atenta à final Europeia, certo?”.

“Correto, Tio. E há coincidências que não têm explicação. Ontem o Valongo venceu (3-1) no desempate por penáltis, depois de um empate a quatro golos no final do prolongamento. Hoje foi quase tudo igual, com a diferença que foram os italianos do Trissino que festejaram. Empate a quatro no fim dos sessenta minutos e vitória (3-1) no desempate dos cinco metros e quarenta”.

“Tens toda a razão, parece bruxedo. Vamos ao próximo”.

“À semelhança do que aconteceu ontem, hoje tivemos mais um derby, desta vez no feminino. As meninas de verde estiveram duas vezes na frente, mas não resistiram ao sprint final das encarnadas”, resumiu o ALÉU.

“Confesso que também eu já estava com saudades do hóquei feminino”, começou por explicar o OLHA. “Fui espreitar uma partida em Vila Nova de Gaia onde encontrei a Matilde Lua, Érica Silva e a Margarida Teixeira. Enquanto estive a ver o jogo, disseram-me que a Sofia Sacadura, agora atleta do CA Feira participou no 1º Inter-Regiões feminino (2020) e nos masculinos, em Bragança (2018) e Vila Franca de Xira (2019)”.

“Disseram-te muito bem, nessas três ocasiões pela seleção de Coimbra ela esteve presente. Bem só falto eu, mas tenho que confessar uma coisa. Deitei-me um bocadinho depois de almoço, adormeci e não vi o jogo que tinha agendado. Peço desculpa e fica para a semana”, rematei eu. “Agora vamos descansar”.

“Até para semana Tio e recupera bem”, desejaram os três.

“Obrigado juventude”, retribui.

No FORA DO RINQUE deste domingo temos um atleta que podia ter sido andebolista, mas gosta de futebol e basquetebol.

Nome Completo: Luís Maria Soares Ribeiro

Clube atual: Clube Desportivo da Póvoa

Alcunha (se tiver): Ribeirinho

Idade: 20 anos

Local de Nascimento: Matosinhos

Clube estrangeiro futebol: Real Madrid

Jogador português futebol: Rúben Dias

Jogador estrangeiro futebol: Sergio Ramos

Jogador de outra modalidade, português ou estrangeiro: Luka Dončić

Prato: Lasanha

Sobremesa: Leite creme

Bebida:  Coca-Cola

Filme: Creed

Ator: Michael Jordan

Atriz: Valentina Zenere

Série televisiva: Cândido On tour

Livro: Não tenho

Cidade portuguesa: Porto

Cidade estrangeira:  Sevilha

Animais de estimação:  Gatos

Jogo de computador/consola: Call of Dutty

Hobbies: Ir à praia

Outra modalidade desportiva, se não fosse o hóquei: Andebol

Aquele momento ou jogo, de hóquei, que nunca vais esquecer: As amizades que ficam para o resto da vida e todos os momentos partilhados.

Regressou esta época ao seu país depois de três temporadas no FC Porto.

Hoje levou o Trissino para o prolongamento, marcando o penalty inaugural no desempate vitorioso.

Giulio Cocco fica com O VELHO deste domingo.

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