Que calor!


Ainda a recuperar do cansaço da maratona do aléu, cheguei à sala das nossas reuniões.

Acendi a luz e enquanto eles não chegavam fui pensando nos assuntos para a Crónica de hoje.

Para já, como no domingo de Páscoa quase que não há jogos, não há texto.

“Bom dia Tio”, saudaram os três enquanto entravam em passo acelerado.

“Bom dia juventude. Estava aqui a pensar com os meus botões, enquanto esperava por vocês. A minha ideia é dar-vos uma folga amanhã…”.

“Boa!”, interromperam-me eles.

“Calma. Deixem-me terminar. A minha ideia para hoje é fazermos um rescaldo da 44ª edição do Inter-Regiões. O que acham?”.

“Claro que sim”, confirmou o OLHA.

“Estava a pensar falarmos de coisas que rodearam a prova, nesta primeira parte, para depois falarmos no aspeto desportivo. Estão de acordo?”.

“Excelente”, confirmou a RODINHAS.

“Quem quer começar?”, perguntei eu.

“Posso ser eu”, disse o ALÉU. “Foram quatro dias muito cansativos, mas gostei muito da prova, com toda a gente muito simpática. Só havia lá uma senhora muito mal-encarada, que parecia estar zangada com o Mundo”.

“Eu gostei de tudo. Apesar de quase não termos tido tempo para almoçar, foi muito engraçado. Fiquei fã daquela equipa que tinha dez carecas”, afirmou a RODINHAS.

“Era a seleção de Leiria. Trata-se de uma espécie de praxe para os estreantes na prova, que este ano eram todos, pois, por causa da pandemia, não se realizaram as duas últimas edições. Mas só eles, e mais meia-dúzia, foram fiéis a essa brincadeira de que as Mães dos miúdos não gostam nada”, expliquei eu.

“Foi uma prova bem interessante, mas pareceu-me que quem fez o planeamento dos horários é uma pessoa muito otimista. Depois o pior foi o calor que estava no quarto, parecia que estávamos na praia com 30 graus e sem chapéu. Tinham-me dito que em Bragança está sempre muito frio, mas nem o pijama tirei da mala”, afirmou o OLHA.

“Eu avisei. O frio é psicológico! Alguém quer acrescentar mais alguma coisa?”.

“Podemos ir a Sesimbra?”, quis saber a RODINHAS.

“Portaram-se bem, ajudaram o Tio, lá estaremos os quatro”.

“Espetáculo!”, berraram os três.

“Agora vamos todos almoçar, para recuperarmos os que não conseguimos degustar em terras transmontanas”.

No GPS deste sábado vamos até terras de Viriato, onde por lá, em 1986, nasceu o Hóquei Clube de Viseu.

Partindo de Lisboa a viagem dura três horas, mas se morar no Porto o trajeto é mais curto e chega lá em metade do tempo.

Provavelmente vai querer almoçar, sendo que no centro histórico encontra o Restaurante Muralha da Sé, uma excelente opção.

A população do concelho viseense cresceu 0,3 % nos últimos 10 anos, registando no final de 2021 perto de 100000 habitantes.

O último PALPITE DO TIO já foi há alguns dias.

O jogo da 14ª jornada da Zona Sul da 2ª divisão, entre Murches e Vilafranquense foi o alvo e acertei em alguns.

Nos quatro golos dos ribatejanos e na pontaria do Tomás Cardoso e do Henrique Pereira.

Foi a primeira vez que estive quase a acertar no resultado final.

O próximo PALPITE DO TIO vai para a final da Taça italiana que se realiza amanhã às 17 horas.

O confronto vai ser entre o Sarzana e o Forte dei Marmi – que joga em casa – com o meu palpite a dar a vitória (5-4) aos forasteiros, golos dos manos Galbas e Francesco Rossi para o Sarzana, e de Domenico Illuzzi, Marc Gual e Elia Cinquini para a formação do Forte.

“Belo almoço, este coelho no tacho estava divinal”, exclamou o ALÉU.

“A Princesa está em grande, muito bom”, confirmei. “Vamos lá à segunda parte do nosso rescaldo”.

“Posso começar eu?”, pediu o OLHA.

“Vamos a isso”.

“Nós tivemos a combinar a forma como cada um ia abordar a prova. Eu vou analisar a parte meramente desportiva, tentando ser rápido. A prova começou com a surpresa do Porto ficar, logo no primeiro jogo, fora da possibilidade de vencer o torneio, a seleção que mais vezes o venceu. Também cedo se percebeu que Lisboa e Aveiro eram os dois coletivos mais consistentes, da mesma forma que as formações das ilhas eram as menos fortes. Nos extremos da tabela classificativa tudo se resolveu da mesma forma, sendo que os lances dos 5 metros e quarenta podiam ter dado outro lugar a Açores e Aveiro”.

“Boa análise. Vamos ao próximo”.

“Eu fui espreitar as idades dos 120 jogadores e as médias das seleções. Este ano tivemos a estreia da seleção de sub-17 feminina da Federação de Patinagem de Portugal, projeto de Observação, Identificação e Seleção de Talentos, sendo que a mais velha em Bragança era a Bianca Lopes. Olhando só para as formações de Associações, o mais cota era o Martim Lopes (Lisboa) e o caçula chegou da Madeira, de nome João Sousa. A seleção madeirense tinha a média mais baixa de idades (13,60), os mais velhos eram os alentejanos (15,03), Lisboa, a seleção vencedora, a segunda mais velha (14,97), ainda com a curiosidade de Aveiro e Ribatejo terem exatamente a mesma média (14,65)”, terminou o ALÉU.

“Por último vamos lá ouvir a RODINHAS. Qual foi o teu ângulo de análise?”.

“Eu dediquei-me aos nomes próprios de todos eles. Fui recolher aqueles que o Tio mais vezes pronunciou, ou seja, os atletas cujos os Pais escolheram o mesmo nome. Talvez por ser o do fundador da Nação, Afonso venceu esta competição (9), seguido de Martim e Rodrigo (8), Tiago (6) e cinco vezes tivemos o Diogo, Guilherme e Pedro. Do lado feminino, que teve 12 atletas em prova, a Inês surgiu quatro vezes nas fichas de jogo”.

“Achei interessante, mas diz-me lá. Havia algum Jorge?”, perguntei eu.

“Nem um Tio”, confirmou ela.

“Um nome tão bonito, que aborrecimento”, brinquei eu. “Bom domingo de Páscoa para todos e na próxima semana voltamos à normalidade. Antes de saírem, têm aqui um ovo de chocolate para cada um”.

“Muito obrigado Tio!”, gritaram eles, enquanto já corriam para casa.

Não tem ídolos no futebol, mas podia ter sido a sua modalidade.

No FORA DO RINQUE de hoje, provavelmente, uma futura treinadora.

Nome Completo: Beatriz Leonardo Vasconcelos

Clube atual: CACO

Alcunha (se tiver): Franganota

Idade: 20 anos

Local de Nascimento: Lisboa

Clube estrangeiro futebol: Não tenho

Jogador português futebol: Não tenho

Jogador estrangeiro futebol: Não tenho

Jogador de outra modalidade, português ou estrangeiro: Não tenho

Prato: Bacalhau à Brás ou Entrecosto

Sobremesa: Bolo de Bolacha

Bebida: Summersby

Filme: Mamma Mia!

Ator: Tom Holland

Atriz: Meryl Streep e Emilia Clark

Série televisiva: Game of Trones

Livro: Não tenho

Cidade portuguesa: Aveiro

Cidade estrangeira: Estocolmo

Animais de estimação: Não tenho

Jogo de computador/consola: Overcooked

Hobbies: Sair com amigos, cultura japonesa (anime e mangas) e fazer puzzles

Outra modalidade desportiva, se não fosse o hóquei: Futebol

Aquele momento ou jogo, de hóquei, que nunca vais esquecer: Eliminatória para final-four da Taça de Portugal contra o Vilafranquense ou o Inter-Zonas 2022, a minha primeira vez como treinadora.

O Liceo da Corunha festeja os cinquenta anos de existência, com uma verdadeira Liga dos Campeões em hóquei patins.

O Benfica eliminou hoje os anfitriões – joga a final com o Barcelos – com um poker de Pablo Álvarez.

O VELHO só podia ir para este argentino de 35 anos que nasceu em San Juan, berço dos melhores jogadores alvicelestes, palco do próximo Mundial.

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