Visita familiar


“Bom dia Tio”, gritaram os três quando chegaram à nossa sala.

“Bom dia juventude. Antes de irmos à distribuição dos nossos jogos de hoje, como fazemos habitualmente ao domingo, ficam a saber que hoje temos um convidado”.

“Quem é?”, quis logo saber a RODINHAS.

“O meu filho Ricardo, ele que foi jogador de hóquei em patins”, expliquei eu.

“Podemos fazer-lhe perguntas?”, questionou o OLHA.

“Claro que sim. Ele vem aí”.

“Bom dia juventude, como diz o meu Pai. Tudo bem disposto?”.

“Sim”, acenaram os três com a cabeça.

“Cada um de vocês pode-lhe fazer uma pergunta. Quem quer ser o primeiro?”.  

“Posso ser eu”, disse o ALÉU. “Como apareceu o hóquei na tua vida?”.

“Segundo dizem os meus Pais eu era muito irrequieto, nunca estava sossegado. Eles souberam que estavam a ensinar a patinar no pavilhão Municipal de Alverca, a minha Mãe também tinha aprendido no velhinho rinque de cimento do clube e lá me levaram. Um fim de semana depois já não caia, o pior foi aprender a andar de marcha atrás”, explicou o Ricardo com uma grande gargalhada.

“E guarda-redes porquê?, quis saber a RODINHAS.

“No início não era para ir à baliza. Andei a treinar vários meses até chegar aos seis anos, pois só com essa idade se podia jogar, na altura, de forma oficial. Joguei os primeiros segundos em Alenquer, sendo que quando cheguei à cabine disse ao treinador que queria ser guarda-redes e foi nessa posição que joguei vinte anos”.

“Vamos à última OLHA”.

“Quais foram os melhores momentos da tua carreira?”.

“O mais marcante foi a conquista do campeonato nacional de Infantis, com a camisola do Sporting, numa final a quatro realizada no Entroncamento onde vencemos o FC Porto no jogo decisivo. No último ano que joguei toda a temporada, ao serviço do Sporting de Torres, também ficou marcado com a subida à 2ª divisão. Mas em todos os clubes onde joguei deixei muitos amigos e isso é o fundamental, mais importante do que títulos”.

“Muito bem. Já sabem que mais logo cada um de nós vai falar de um jogo, com a novidade do Ricardo também colaborar, hoje, no nosso trabalho. Até logo”.

Saindo de Lisboa, três quatros de hora depois estamos no Barreiro, onde vamos encontrar o Grupo Desportivo Fabril que está no GPS deste domingo.

Fundado em 1937, como Grupo Desportivo da CUF, está situado na União de Freguesias do Barreiro e Lavradio que nos derradeiros dez anos perdeu 0,3% dos seus habitantes, registando uma população perto das 22000 pessoas.

Se, por exemplo, lhe apetecer um cozido à portuguesa, pode ir ao Restaurante A Chica do Rina, mas também pode experimentar o choco frito entre outras iguarias.

Quando cheguei estavam todos de volta do Ricardo.

“Não é complicado jogar com aquelas tralhas todas vestidas?”, queria saber o OLHA.

“Um bocado, mas depois habituamo-nos. Mesmo assim são muitas as nódoas negras que conseguem passar por elas”.

“Onde jogaste além dos clubes que falaste esta manhã?”, perguntou o ALÉU.

“Comecei no Alverca e joguei também no Alenquer, Sintra, Paço d’Arcos e Vilafranquense”.

“Já chega de perguntas!”, afirmei eu. “Quem é que quer começar?”.

“Posso ser já eu, que ainda tenho muita coisa para fazer no site”, afirmou o Ricardo. “Estive atento a um jogo feminino na Corunha onde só um penalty, perto do fim, evitou um jogo sem golos”.

“Obrigado Ricardo, volta quando quiseres. Quem é o próximo?”.

“Eu estive de volta do jogo deste domingo, o clássico na Luz”, afirmou o OLHA. “Uma curiosidade é que os primeiros dezasseis minutos de cada parte não serviram para nada, pois golos só desse minuto para lá. Que desperdício!”.

“Engraçada essa observação. Agora chegou a vez da RODINHAS”.

“A mim calhou-me estar atento ao pavilhão do Maestro”.

“Do Maestro?”.

“Sim, na Parede, o Fernando Lopes Graça. Foi lá que tivemos um jogo entre equipas B que se portaram como os grandes, com um empate a 12 segundos do fim”.

“Agora é o ALÉU”.

“A mim calhou-me as meninas em São João da Madeira. Depois de um empate, ontem, com cheiro a surpresa, hoje o cansaço terá pesado na goleada frente ao campeão nacional, perfeitamente natural”.

“Só falto eu. Estive de olho num jogo em Marrazes, mas a malta de Alenquer, talvez impulsionada pelos mais crescidos, deu a volta ao resultado, deixando os leirienses mais longe da subida. Já está mais uma semana terminada. Façam favor de se portarem bem na escola”.

“Até sábado Tio”.

Desta vez saíram muito sossegados.

Será que estão a ficar responsáveis?

Hoje no FORA DO RINQUE vamos conhecer mais um atleta que joga no lugar mais ingrato da modalidade, o de guarda-redes.

Será que ele já foi à Chica do Rina?

Nome Completo: Daniel Alexandre Teodoro Conceição

Clube atual: GD Fabril

Alcunha (se tiver): Pexito

Idade: 19 anos

Local de Nascimento: Setúbal

Clube estrangeiro futebol: Manchester United

Jogador português futebol: Cristiano Ronaldo

Jogador estrangeiro futebol: Messi

Jogador de outra modalidade, português ou estrangeiro: CarlosRuesga (andebol)

Prato: Massa com natas

Sobremesa: Mouse de chocolate

Bebida: Sumol de laranja

Filme: Rapaz do pijama às riscas

Ator: Brad Pitt

Atriz: Angelina Jolie

Série televisiva: Prison break

Livro: Leio pouco, não tenho

Cidade portuguesa: Lisboa

Cidade estrangeira: Paris

Animais de estimação: Gatos

Jogo de computador/consola: FIFA

Hobbies: Ver Netflix

Outra modalidade desportiva, se não fosse o hóquei: Futebol

Aquele momento ou jogo, de hóquei, que nunca vais esquecer: Por enquanto, quando era sub-15 de 1 ano, ter ido aos meus velhos (sub-17) e ter começado como titular, fiquei com um receio enorme e nervosismo, mas acho que esse momento me ajudou muito na altura.

Marcar cinco golos num jogo é um grande feito.

Fazê-lo fora de casa, contribuindo para a primeira vitória da sua equipa, justifica ficar com O VELHO de hoje.

Chama-se Guilherme Gregório e joga com as cores do HC Lourinhã.

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