Carnaval ucraniano


Quando hoje cheguei à nossa sala, dei um enorme pulo com o que vi.

“Quem são vocês?”, gritei eu.

“Somos nós Tio”, riram-se os três em simultâneo.

“Que susto! Mas o que se passa?”.

“Então Tio, que dia é hoje!?”, perguntou a RODINHAS.

“Hoje? Domingo…, certo?”.

“Sim, mas domingo de Carnaval”, berrou o OLHA.

“Pois é, nem me lembrei disso. Tenho andado tão envolvido nesta agressão à Ucrânia que nem lembrei que estamos em época do Entrudo. Mas que belas máscaras que vocês têm. Querem-me explicar o que representam?”, pedi eu.

“Bem, eu estou a homenagear o povo ucraniano, todo vestido de amarelo e azul”, explicou o ALÉU.

“Tio, a minha percebe-se bem”, afirmou a RODINHAS. “Uma pomba da paz bem branquinha. Foi a minha Mãe que fez este disfarce”.

“Mas a mais esquisita é tua”, expliquei ao OLHA. “Parece-me a muralha da China vista dos ares…”.

“Mais ou menos”, confirmou ele. “É o mapa da Rússia virado ao contrário e cercado por um muro intransponível. Uma maneira de eles ficarem sossegados lá no canto deles”.

“Grande surpresa! Mas a nossa vida não é um Carnaval. Alguém quer acrescentar alguma coisa ao dia de ontem?”.

“Quero eu”, afirmou o OLHA. “Aquele jogo que eu falei ontem, no Pico que o Tio gosta muito, foi uma partida emocionante que terminou empatada, com os açorianos a recuperem de quatro golos de desvantagem, mas com os continentais a ficarem em vantagem em caso de igualdade”.

“Obrigado OLHA. Como é habitual ao domingo, cada um de nós fica com um jogo e fala dele logo à noite. Hoje vamos mandar vir o almoço para aqui, para não estragarem as máscaras nos transportes públicos para as vossas casas. Vamos lá escolher o que queremos comer e os jogos que vamos fazer”, conclui.

A reunião terminou em enorme algazarra e com uma pergunta: “Posso mandar vir sushi?”.

Apesar de estarmos em período de seca extrema, ainda é cedo para irmos à praia, ex-libris da vila onde está sediado o clube do GPS deste domingo.

Neste município do distrito de Setúbal localiza-se o Grupo Desportivo de Sesimbra, clube fundado em 1947, tendo o seu Pavilhão situado na Avenida da Liberdade.

Partindo de Lisboa chega a este concelho em pouco menos de uma hora, cuja população cresceu 5,8% na última década, tendo nesta altura 52400 habitantes.

Depois de estar algum tempo a olhar para o mar, o apetite aumenta e a oferta é variada.

Deixo como sugestão, se lhe apetecer marisco, O Rodinhas.

Provavelmente família da RODINHAS.

A tarde foi divertida, pois pela primeira vez estivemos a ver hóquei, os quatro na mesma sala, sendo que habitualmente cada um está na sua casa e reunimo-nos à noite de novo.

“Bom, aquela pizza estava mesmo boa”, afirmava a RODINHAS.

“Mas o Tio foi simpático, pois além do almoço, ainda tivemos direito a um lanche ajantarado”, elogiou o ALÉU.

“Muito bem, já percebi que a fome não ver ser desculpa para um bom trabalho. Vamos lá começar pelo jogo da 1ª divisão que era o mais importante da jornada e que teve uma visão atenta do OLHA, como o próprio nome o obriga”.

“O Tio hoje está muito brincalhão. Contrariamente ao que se esperava, foi um jogo muito desequilibrado, mas como o play-off é que vai decidir tudo, por vezes as equipas que já o garantiram levantam um bocadinho o pé. O Sporting não tinha uma derrota em branco há dois anos (19/02/2020), quando perdeu no Dragão pela mesma meia-dúzia de hoje”.

“Eu estive muito atenta ao que se passou no José Albano Mateus, uma partida entre duas equipas que querem subir de escalão. A malta da terra dos fenómenos, tendo hoje contado com um Mário Azevedo fenomenal”, explicou a RODINHAS.

“Bom trocadilho miúda. Então e tu ALÉU?”.

“Esta Zona C da 3ª divisão está ao rubro, pelo que a mim também me calhou um jogo de lá. Foi nas Colmeias, mas sem abelhas, que os da Memória mantiveram o 1º lugar, num jogo com treze golos e muita emoção até ao fim”.

“Sem abelhas? Os meninos hoje estão muito inspirados. Bem para terminar só falto eu, mas o mau tempo trocou-me as voltas. O meu jogo era em Ponta Delgada, mas o anticiclone ou lá o que foi, deixou a equipa de Murches fechada no Pico onde jogou ontem, não chegando a tempo ao Carlos Silveira. Lá temos mais um jogo adiado e a culpa, desta vez, não foi do Covid. Malta, obrigado e vão lá tirar as máscaras”.

Entre serpentinas, papelinhos e línguas da sogra, os três lá saíram em grande correria.

Hoje no FORA DO RINQUE vamos ter o jogador mais velho que por aqui passou, um apaixonado pelo aléu.

Força nisso Zaga, pois ainda hoje o Alejandro Valverde, ciclista espanhol, venceu uma prova por etapas aos 41 anos.

Nome Completo: Luís Gonzaga Duarte Peixoto Barbosa

Clube atual: HC Santa Cruz

Alcunha (se tiver): Zaga

Idade: 41 anos

Local de Nascimento: Lousada

Clube estrangeiro futebol: Liverpool

Jogador português futebol: CR7

Jogador estrangeiro futebol: Ibrahimovic

Jogador de outra modalidade, português ou estrangeiro: Alexander Ovechkin (hóquei no gelo)

Prato: Arroz de Cabidela

Sobremesa: Todas

Bebida: Coca-Cola

Filme: A Lista de Schindler

Ator: Sean Connery

Atriz: Nicole Kidman

Série televisiva: Brothers in Arms

Livro: Bíblia

Cidade portuguesa: Porto

Cidade estrangeira: Las Vegas

Animais de estimação: Cão

Jogo de computador/consola: Grand Theft Auto

Hobbies: Piloto Virtual de Automobilismo

Outra modalidade desportiva, se não fosse o hóquei: Futsal

Aquele momento ou jogo, de hóquei, que nunca vais esquecer: Infante vs Ordem, sub-15, Zaga fatura 5 golos (momento único na minha carreira).

Para quem gosta de hóquei, sem querer saber qual é o emblema do jogador, só pode concordar – até o André Girão – que o 1º livre direto concretizado esta tarde pelo argentino Dario Giménez (OC Barcelos) é um momento sublime no jogo do aléu.

Para ele vai O VELHO de hoje.

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