Bullying cobarde


Eu cheguei à nossa sala de reuniões e eles nem deram por isso.

Estavam os três com os olhos fixos na televisão, digerindo o que se passava no caixote que mudou o Mundo.

“Boa tarde juventude”, saudei eu.

A resposta saiu tão baixa que se tornou inaudível.

“O que se passa com vocês?”, perguntei eu meio preocupado.

“Estamos com algum medo do que passa na Ucrânia”, confessou o OLHA.

“Pode-se fazer isto assim? Invadir um país…”, balbuciou a RODINHAS.

“Aquilo pode chegar a Portugal?”, perguntou o ALÉU.

“Vamos por partes. Percebo a vossa preocupação, mas vamos lá ver como vos posso responder. Provavelmente vocês já se depararam com uma situação destas nas vossas escolas”, comecei eu.

“Na minha nunca ninguém atirou bombas”, gritou o OLHA.

“Calma, deixem-me explicar. Quase todos passámos por isto no nosso tempo escolar, geralmente quando estamos a entrar na adolescência. Nunca tiveram na vossa escola alguém que controla o recreio, porque é mais forte fisicamente, por exemplo?”.

Os três encararam-me em simultâneo, cruzaram os seus olhares e abanaram a cabeça de forma afirmativa.

“Esses são os pequenos ditadores, que na maioria das vezes têm uns amigos que fazem o bullying por ele. O que se passa no leste da Europa é semelhante. O que faz o presidente russo não é muito diferente, tentando esmagar um país de que ele não gosta, só porque por lá há eleições honestas, acredita-se na democracia e não se deixam manipular”.

“Então e o que podemos fazer?”, perguntou a RODINHAS.

“Unirmo-nos, como devem fazer no pátio da vossa escola, contra a brutalidade dos mais fortes, colocando-os de parte das vossas brincadeiras, não os deixando participar nas vossas atividades. Transponham o vosso recreio para o nosso Mundo, para eles perceberem que ninguém quer a sua companhia”.

“Obrigado Tio, percebemos a mensagem”, agradeceu o ALÉU.

Agora vamos lá distribuir a pretinha de hoje. Eu vou dar uma ajuda, olhando para fora de portas, o OLHA fica com a 2ª divisão, o ALÉU com a primeira e a RODINHAS com o que sobrar por cá. Todos de acordo?”.

“Claro que sim. Até logo”, gritaram os três já bem mais animados e cheios de vontade de dar uma bronca naquele palerma que pensa que o aléu é só dele.

No GPS de hoje vamos até Marco de Canaveses para conhecer o Hóquei Clube do Marco, coletividade que nasceu em 1992, neste concelho do distrito do Porto, sendo que partindo da Invicta chega lá numa hora

O município perdeu nos últimos dez anos 7,3% da sua população, tendo nesta altura pouco menos de 50000 habitantes.

Quando chegar a altura de se alimentar, rume ao número 259 da Alameda Dr. Miranda da Rocha e encontrará a Bodeguita do Bom Retiro.

Uma boa opção.

À noite fui eu primeiro a chegar.

Enquanto esperava que eles chegassem, estava a pensar no egoísmo humano.

Como é possível haver pessoas – infelizmente muitas – que desprezam o sofrimento dos outros, apenas pela sede do poder?

“Olá, boa noite!”, cumprimentaram os três à chegada ao nosso rinque de trabalho. “Vamos ao trabalho?”, sugeriu o ALÉU.

“Vejo que vêm bem mais animados. Quem é que quer começar?”.

“Posso ser eu”, disse a RODINHAS. “Não fiquei com muito para ver e ouvir, até porque a maioria dos jogos começaram às 9 da noite e o Tio não gosta de se deitar tarde. Registei aqui um empate engraçado, onde os bês da Aldeia do Hóquei estiveram a perder por três golos de diferença, duas vezes, mas conseguiram o empate já bem perto do fim”.

“Quem se segue?”, perguntei eu.

“Eu”, avançou o OLHA. “Vamos lá ver, a Norte os três da frente levaram os três pontos para Riba d’Ave, Famalicão e Carvalhos, mas a Sul a coisa foi mais complicada para o líder, que escorregou no Estoril. Mais logo na Candelária, onde o Tio já muito feliz várias vezes, temos um encontro à beira Atlântico que pode ser fundamental nas contas da subida”.

“Muito bem, é verdade, sou sempre muito bem recebido nos Açores. Aliás, sou sempre bem recebido em todo o lado. Vamos lá à 1ª divisão”.

“Não foi tarde de grandes surpresas, mas a maior veio de Oliveira de Azeméis, onde os da casa se espalharam com a rapaziada da Princesa do Lima. De resto venceram os mais fortes, os encarnados tiveram dificuldade à beira do Nabão, mas, para já, subiram ao quatro lugar, por troca com os surpreendidos deste sábado”, terminou o ALÉU.

“Bem, hoje cabe-me a mim terminar e estou como a RODINHAS, sem grande coisa para dizer. Descobri agora, já lá vão quase duas semanas – foi a 12 de fevereiro – que o Barcelona perdeu os dois primeiros pontos em Alcoi, neste passeio que tem sido o campeonato para equipa de João Rodrigues e Hélder Nunes. Olha, também o Trissino, que tinha quinze vitórias quando jogou com Sporting de Tomar na Europa, empatou com o Valdagno e perdeu com o Sarzana, os primeiros desperdícios no campeonato. Hoje foi coisas de velho, só a falar do passado.”

Eles riram-se muito, saíram a correr, enquanto gritavam: “Amanhã há mais!”.

No FORA DO RINQUE de hoje temos um bom garfo, que gosta muito do aléu e aprecia – como eu – umas belas farófias.

Nome Completo: Rita Alves Barros

Clube atual: APAC Tojal

Alcunha (se tiver): Não tenho

Idade: 21 anos

Local de Nascimento: Vila Franca de Xira

Clube estrangeiro futebol: Manchester United

Jogador português futebol: Bruno Fernandes

Jogador estrangeiro futebol: Garrett Bale

Jogador de outra modalidade, português ou estrangeiro: Hélder Nunes

Prato: Comida tradicional portuguesa (difícil escolher só um J)

Sobremesa: Farófias

Bebida: Sangria de frutos vermelhos

Filme: Hobbit

Ator: Não tenho

Atriz: Não tenho

Série televisiva: Game of Thrones

Livro: A (mar)

Cidade portuguesa: Difícil, mas escolho Lisboa

Cidade estrangeira: Nova Iorque

Animais de estimação: Cão

Jogo de computador/consola: Mario Kart para wii ou o Hugo para PC

Hobbies: Ginásio

Outra modalidade desportiva, se não fosse o hóquei: Andebol

Aquele momento ou jogo, de hóquei, que nunca vais esquecer: Quando fomos campeões do Mundo.

O VELHO de hoje não foi fácil de entregar. Vários jogadores foram nomeados – tipo cinema – mas quando olhamos para a sua influência no resultado final, marcando todos os golos da sua equipa, num pavilhão sempre muito difícil, penso que Carlos Nicolía merece a distinção.

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